quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Em 2020. Só contos.

Margarida, esse doce de pessoa era uma pobre menina, mas não uma menina pobre. Delicada. Um anjo! Uma ternura. Ah, como esse mundo é cruel. Certo filósofo dizia em um tempo remoto que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrói. Depois eu conto mais...
Pronto. Continuemos...
Margarida abusa de ser uma pessoa boa. Certas pessoas no mundo só pensam em si e vivem para se aproveitar dos outros seres humanos. Foi assim desde os primórdios da humanidade. Raul era assim. Digo que "era" porque ele já faleceu. Consequência de um homicídio doloso. Construiu o ódio de algumas pessoas que, como ele, eram egóticas.
O caminho entre Margarida vê Raul se cruzam de forma estranha. Através da utilização de um banheiro químico, durante um espetáculo musical na praia. Margarida tinha bebido umas latinhas de cerveja e sentiu vontade de urinar. Como a fila estava grande, resolveu utilizar um banheiro com placa masculina. Acho que se todos os banheiros fossem unissex, as filas seriam menores. Margarida esqueceu sua carteirinha que continha o número do seu telefone. Raul, que estava embriagado, achou está carteirinha e resolveu fazer uma boa ação: entregar a dona. Ligou e conseguiu falar com a proprietária do documento. Ela atendeu. Marcaram de se encontrar para a devolução. Encontram-se, tomaram uma cerveja, e outra e outra. Transaram. E iniciaram um romance.