Acalanto
Hipnos e Tanatos estão lhe chamando,
Em forma de canção, um acalanto.
Vão lhe mostrar um mundo que
Jamais você viu igual.
Onde sonhos tornam-se abstratos.
Modalizando um visual.
Você poderá cair de um prédio.
Você poderá nem se mexer.
Você poderá voar ao infinito.
Você descerá por um abismo.
Pesadelo...
Alguém que você gosta está indo...
Alguém que tu falas agora,
Já se foi...
Algo te faz adoecer, te escraviza...
Cães e outros animais lhe perseguem...
Sem respirar, sem fazer preces!
Deste mundo estás partindo.
Mesmo não sendo a hora e o lugar.
Estás tristes, mas sorrindo...
E sabes que jamais voltarás!
Faça de tudo para não anoitecer.
Sua vida aqui o espera.
Precisa continuar a caminhada.
Precisa de mais desafios.
Precisas estar em terra.
Não, não, não!
Vê o abajour, a luz acesa.
Era só um imaginário,
Uma prova, uma surpresa.
Foi o acalanto que não ouviste.
Fez da sua imaginação uma possibilidade.
Os deuses que a tu conduzistes,
Queriam te dar a eternidade.
(Elcio Alves)
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