-Está sem açúcar... Disse Francisco.
-Pode adoçar a gosto. Disse o atendente.
-Aqui está o adoçante e o açú...
Tiros foram disparados.
-Todo mundo quietinho aí, porra! Bradaram os meliantes.
-Passa tudo, passa tudo. Coloque aqui no saco porra! Sorria que eu quero ver se tú tem dente de ouro.
Francisco não sorriu. Levou um soco e um tiro à queima roupa.
Um dos bandidos tropeçou e caiu. Tentou atirar, mas foi logo dominado por transeuntes. Foi linchado. Foi quase morto para o hospital.
Francisco acordou também no hospital.
Estava salvo. O tiro não foi fatal.
Dias depois, recebeu alta.
Foi a primeira vez que Francisco experienciou um assalto. Felizmente não foi a última.
Francisco quase entrou em um ônibus na zona sul do Rio de Janeiro que foi assaltado e teve uma vítima fatal.
Certa vez, Francisco também foi seguido por um sujeito cujo objetivo era subtrair os bens materiais, através da rendição e ameaça. Porém, o salafrário do bandido não obteve sucesso na sua empreitada. Francisco não desconfiava do mal a sua volta. Estava feliz pois tinha recebido seu boró após uma semana dura de trabalho.
O assaltante morreu atropelado por um ônibus, após tentar dar o bote em Francisco. Olho por olho, dente por dente do destino. Francisco faleceu uma semana depois em um acidente fatal. Caiu da construção. Até ser resgatado, houve um engarrafamento quilométrico. Depois tudo voltou ao normal. Qual será a próxima rápida tragédia da vida cotidiana?
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